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JC - Plebiscitum ou Reverendum?

PLEBISCITUM OU REVERENDUM?

O ÓBVIO ULULANTE ESTÁ NAS RUAS

 

Depois de tanta agitação, passeatas, caminhadas no Brasil de norte a sul, milhares de brasileiros expressando a sua indignação com os políticos profissionais, que enriquecem milhões em poucos anos ou em poucos meses. Ficamos com uma satisfação interior, pois tivemos a impressão que o gigante adormecido acordou. Afinal, a ironia tornou-se verdade: a rua é a maior arquibancada do Brasil. Todos nós assistimos, maravilhados, este espetáculo da democracia. Todos, com exceção dos políticos, viciados em mentir para o povo, fazer votações de aumento do próprio salário no meio da noite, utilizando bens públicos para interesse familiar e de amigos, aprovando somente o que lhes interessa: o nepotismo.

É uma nova juventude. Afinal, ficou para trás a geração que sofreu o golpe militar. Uma experiência nefasta que deixou cicatrizes imensas na nação. Lembramos que Ulisses Guimarães, nome ilustre na política brasileira, filho de Rio Claro, afirmou que os políticos só tem medo quando o povo sai às ruas.

Os políticos tiveram medo sim, declaradamente. Por certo vamos ficar com imagens fascinantes dos jovens nas rampas do Congresso em Brasília, da Avenida Paulista em São Paulo, da Candelária no Rio e dos manifestantes em nossas ruas, onde o povo protestou por um Brasil melhor.

A gota d’água da paciência foram os vinte centavos. Qual nada, este foi o pretexto final para que o grito que há muito tempo o povo queria dar, pudesse explodir como os fogos de artifício nos réveillons. Entraram em cenas os políticos e seus partidos. Situação versus oposição. “Fora, demônio, diz o povo. Tudo é ladrão”. O povo repudiou os partidos. São todos semelhantes, que fazem conluios entre eles para votarem os próprios interesses. Surgem as autoridades, com mais conversas de bêbado: Plebiscitum ou Referendum? Temos que ouvir as ruas. 

O povo não vai se deixar enganar mais uma vez. Eles não querem discutir com os políticos, pois se tornaram especialistas em falácias e engodos. Querem exigir direitos óbvios.

Qualquer pessoa honesta, mesmo as crianças, são capazes de dizer o que as ruas querem: Podemos elencar o óbvio ululante?

Mais investimento na Saúde, menos filas nos hospitais públicos, para nos libertarmos dos convênios particulares que desfrutam o povo.

Mais um item para o plebiscito? Escolas para o povo, melhores salários para os professores, mais escolas e menos estádios. Creches para as crianças perto de suas casas.

Ah, vamos falar dos transportes? Como são os transportes nas grandes cidades? Se o pecuarista carrega os bois nos caminhões, existem tantas exigências. Nos ônibus, os pobres são massacrados como condenados em masmorras. Ônibus com preços exorbitantes, tão caro em cidades pequenas, como nos grandes centros. Queremos ainda que o transporte urbano seja manipulado por cartéis de velhos caciques da política, donos das cidades?

Você votaria “sim”, para prender estes corruptos, que roubam os cofres públicos e ainda continuam nas câmaras, nos parlamentos e nos senados? Você prenderia (sim  ou não) nossos ladrões governantes,  que iniciam obras imensas em tempos de eleições e nunca as terminam?

Vote “sim”, para que os políticos gozem do mesmo esquema de aposentadoria de todos os cidadãos.

Você acha que precisa plebiscito ou referendo, ou basta que se apliquem as leis já existentes e que os desavergonhados sejam punidos, que poderosos também sejam presos, que os mensalões antigos e atuais sejam encarcerados? Somente os idiotas não decifram o grito das ruas. Será que nossos governantes são idiotas ou são malandros? Vamos fazer um referendo para resolver esta questão? Agora sim, ouçamos o povo. Façamos um plebiscito. Acordaram o gigante adormecido.

 

Pe. Antônio S. Bogaz (orionita) , doutor em filosofia e teologia

Prof. João H. Hansen, doutor em ciências da religião 

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