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Mundo atual, sigilo total

SENHAS, NÚMEROS E LOUCURA...

MUNDO ATUAL, SIGILO TOTAL

 

Hoje em dia, diante da necessidade de usar a Internet, bancos, wireless, cartões de crédito, cartões de fidelidade e por aí vai, acabamos tendo que arquivar em nossa memória ou numa agenda, eletrônica ou não, as senhas de todas estas contas.

Outro dia, a Internet simplesmente morreu sem aviso prévio. Aliás, o que tem sido bem comum em nossa Rio Claro. Ficamos sem ação, pois estamos plugados e abandonamos a caneta e a máquina de escrever.  Daí espera-se um pouco, tira-se da tomada, recoloca, reza e depois nada. Não há nada a fazer, ainda não existe nenhum santo da modernidade, que ajude nestes momentos de desespero. Sem a Internet perdemos nossa identidade.

Começa o calvário do pobre internauta. Ligar para a operadora. Repararam que começa no ligue um para comprar alguma coisa nova, ligue dois para saber sobre seu pagamento, ligue três para novo boleto e assim vai para finalmente no ligue nove para falar com o operador. Sem contar as vezes que a ligação cai e temos que começar tudo novamente.  Somos obrigados a ouvir o menu inteiro de oferecimentos, para no final falar com alguém e simplesmente dizer que não estamos recebendo o sinal da operadora.

Começa o drama e quando não demora vinte e quatro horas para voltar, já perdemos no mínimo uma hora, sem contar quando a ligação, o que é incrível, cai inúmeras vezes e cada vez que cai, começa um protocolo diferente. Números.  Armazenamos inúmeros protocolos de uma simples chamada para dizer que a operadora deixou de funcionar.

Nem vamos falar dos descontos que não acontece e dos prejuízos que temos com isso. A falta da Internet gera chamada pelo celular. As chamadas são caras e nem sempre a operadora é a mesma com quem queremos falar. São bandidos virtuais, que nos exploram silenciosamente.

Prejuízo gera prejuízo. O governo faz alguma coisa? Nada. Várias operadoras que figuram entre as empresas com o maior índice de reclamações e não resolvem nem 25% dos problemas. Como fica? Não fica. Mudamos de operadora, mas todas acabam sendo ruins. Somos ultrajados diante dos olhos desinteressados dos poderes públicos, que aliás também ultrajam seus cidadãos.

Além de vivermos o drama das operadores de Internet, celulares, telefones, canais a cabo,  somos obrigados na nossa vida a viver com as senhas. Os bancos querem uma, os cartões outras, as operadoras outras e assim por diante vai. Temos senha para todos os tipos e gêneros do que fazemos.

- Qual o número do seu seguro saúde? Do seu RG? CPF? Renavan? Como o senhor não sabe de cor o número do seu Renavan, do seu Título de Eleitor? Da sua Carteira de Trabalho? O senhor não sabe os números dos celulares da sua família inteira? Calma, moça, calma senhor, disca primeiro a operadora, depois o código da cidade, depois o número do celular. Tão fácil, afinal o senhor tem apenas 10 irmãos, deveria saber o número de cada um. Números, números, senhas, a matemática invadiu tudo, provavelmente o Prof. Silvio Govone, da Unesp, pode nos explicar o drama, a estatística do absurdo.

Querem nos endoidecer com estes números e senhas em todos os lugares. Os números que vão aumentando toda hora, a operadora que nos deu 5 protocolos com 12 números cada para  a mesma reclamação. E o pior é que não dá para ter uma senha só, pois cada empresa tem seu sistema, uma quer seis, outra oito, outra doze... é demais!!!

Diante de senhas, números, loucuras, ficamos com saudades, sinceras saudades, daquela época que telefone tinha 5 números, que celular, internet, canais a cabo, cartões para mil finalidades não existiam. Não nos recordamos se a vida era mais fácil ou mais difícil sem isso, mas certamente era muito menor o que precisávamos saber de cor para viver.

Todos somos vítimas dos esquemas da modernidade. Perdemos a individualidade e somos todos um (aliás vários) números em meio aos infinitos dígitos da vida moderna. Ficamos sem  o serviço virtual  por vários dias e pagamos normalmente. A empresa telefônica cobra indevidamente e nunca devolve. Somos vítimas virtuais e ladrões empresariais. Que nos resta, senão lamentar. Falar   e protestar. Queridos jovens, vão às ruas,  em nome de todos nós.

 

Pe. Antônio S. Bogaz (orionita) , doutor em filosofia e teologia

Prof. João H. Hansen, doutor em ciências da religião

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