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BRASIL DOS DESESPERADOS

BRASIL DOS DESESPERADOS

CORTES NOS GASTOS E ESBANJAMENTO DE DINHEIRO

De vez em quando, alguns lugares são especiais, para ouvir a voz do povo, suas alegrias e suas irritações.  Podemos pensar em bar, shopping, festas, igrejas, cinemas e em  filas de qualquer tipo. Ah, as filas destravam as línguas e a ira do povo. Mas sinceramente não pensamos que seria tão interessante uma conversa no posto de gasolina; enquanto os carros estão sendo lavados, abastecidos ou simplesmente parados para alguma compra nas suas lojas de conveniência.

Dois senhores e um jovem conversavam enquanto o quarto amigo levava o carro para lavar. Estávamos na mesma situação. Ouvimos do primeiro o seguinte:

- Não sei como vocês estão fazendo, mas em casa estamos cortando gastos de todos os lados. Tentamos todos os meios. Nem sabemos mais o que  cortar.

- Como assim? – disse o mais novo.

A gasolina,  eletricidade, gás, impostos, os alimentos subiram os preços. Tudo subiu e tem coisas que não podemos cortar. Esta semana deixei somente a banda larga que preciso para o meu trabalho. Cortamos os canais a cabo, alimentos somente o básico, carne uma vez por semana.

- E os nossos governantes brincando com o dinheiro público.

- Os salários deles nas estrelas. Por isso, todo mundo quer ser vereador, prefeito, deputado, disse o senhor mais irritado.

- Será que para permanecer no poder é preciso perder a honra?

- A dignidade deve perder, pois viver dos impostos e deixar o povo sem saúde, sem segurança...

- É assim mesmo, nossos governantes e vereadores ignoram   as aflições do povo. Pensam apenas nos seus salários e nos seus comissionados.

- Se eu não arrumar emprego vou ter que abandonar a faculdade.  Meu pai e minha mãe não têm como me ajudar mais -  lamentou ainda o jovem.

- O pior – disse o mais velho – é que tem coisas que não dão para cortar - e continuou -  meu filho comprou uma casa, a mulher dele perdeu o emprego e somente com o que ele ganha não dá mais para pagar a casa que compraram. Eu não sei como posso ajudar. Acho que vou vender meu carro.

- Mais revoltante é ver os governantes brincando com nossos impostos. Enchendo as câmaras e as prefeituras de amigos. Inventando fundações para empregar velhos partidários.

Ficamos ouvindo. A conversa parecia não ter fim.

- O pior é que a gente vê a podridão que está neste país. Causa náusea abrir o jornal, a televisão, as revistas...

- O Brasil está mal. Falou em político parece que não tem nenhum que se salve.

- Deve ter, disse o outro com gracejo. Deve ter.

Uma verdadeira indecência, o vírus da desonra  que ataca os governantes.  Na educação, saúde e segurança, nada, absolutamente nada. Hospital, então, nem pensar, o Brasil agoniza na maca. Será que não se sentem envergonhados diante  dos filhos e da história?

Ora, ora... desta vez os políticos do Brasil estão tão desacreditados, que perderam até a força de defenderem a própria dignidade. Mais vale negociatas internas, entre partidos e ladrões que corrigir seus próprios delitos. A consciência, último bastião da dignidade,  já se corrompeu.

A história manchará suas memórias. E mancha na memória é indelével; não se apaga. Os cidadãos  trabalham, pagam suas  contas e os famigerados impostos, mais caros do planeta... e morremos na falta de segurança, nas macas dos hospitais, na ignorância da  falta de escolas. Pessimismo puro no Brasil, político sem credibilidade. Como ser governados por gente que não confiamos, viciados em mentir?

Ficamos com pena do rapaz, que certamente vai sair da faculdade, do senhor que tenta ajudar o filho vendendo seus bens para pagar a dívida. Olhamos na televisão e vemos os políticos brincando com o dinheiro público. Diga rapidamente o nome de um político que você possa afirmar: “esse não  está apenas arrumando sua vida, este se dedica ao povo, de verdade!” Pensou?  Bem, pelo podemos rezar. Socorra-nos, Senhor!

 

 

Pe. Antônio S. Bogaz (orionita), doutor em Filosofia, Liturgia e Sacramentos e

Teologia Sistemática - Cristologia

Prof. João H. Hansen, doutor em Literatura Portuguesa e

Ciência da Religião e Pós-doutor em antropologia


"Fazer o bem sempre,

o bem a todos e o

mal nunca e a ninguém"

São Luís Orione

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