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MULTIRÃO DO BEM

FESTA & CRIANÇA & NOSSA SENHORA

FOTO CRONICA 15 10

 

Encontramos com a Kátia e a Célia do Jardim Conduta. As duas estavam eufóricas de alegria.

 Pois é –disse a Kátia – estamos no sexto aniversário da nossa festa.

– Já a 6ª Festa? Que maravilha. E hoje o que vocês prepararam?

Olhou para nós rindo e disse baixinho:

– Tem muitas novidades, um brinquedo novo incrível e…. não, eu não quero contar, é uma surpresa.

Foi assim que tudo começou.  A Célia convidou a Kátia e a Érica querendo fazer uma festa para a garotada do Bairro Jardim Conduta. Uma ideia assim maravilhosa, logo encontrou gente de bom coração e com vontade de arregaçar as mangas.  Merecem seus nomes elencados, para que sirvam de exemplo. Disse a Kátia:

– Juntamos nossas forças, a Célia e eu e mais tantas. Érica, Marilza, Nilda, Marili. Logo de início foi uma surpresa.

– Conseguimos muitas doações, disse a Célia.

– Cada ano a festa fica mais bonita, mais cheia de crianças e com tantas famílias.

Voltamos mais tarde e realmente a surpresa foi muito grande. Basta uma boa ideia e de repente acontece coisas lindas.

De fato, elas decidiram que no dia de Nossa Senhora Aparecida iriam presentear as crianças do bairro com uma festa.  Aos poucos, começaram fazendo promoções de tudo o que se pode imaginar para angariar fundos para a festa. Claro, quando se tem boa vontade, fica mais fácil de realizar os sonhos, não somente delas de oferecer a festa, mas de trazer para a rua momentos feitos especialmente para as crianças do bairro.

Desta vez, foi a sexta festa. A rua é invadida pelos brinquedos, doces, salgados, refrigerantes, onde as crianças brincam a tarde inteira.

Começam rezando e depois vão para os pula-pulas, as bolas, uma série de brinquedos que tornam o dia imenso de alegrias e travessuras. A rainha da festa é Nossa Senhora Aparecida.

Meninos jogam bola, vão aos brinquedos, as meninas fazem flores, jogam peteca, vão aos brinquedos cheios de ar. É tanta coisa que não dá para lembrar de tudo, pois fica fascinante com estas crianças tão felizes.

E vão chegando mais crianças ainda para a alegria das duas beneméritas. Todos nós somos premiados com este dia maravilhoso, como disse uma menininha muito engraçada:

– O que eu gosto aqui é da folia que a gente faz.

Perguntamos para ela:

– E dos doces,  você não gosta?

– Claro que eu gosto. Já comi cachorro quente, doce de leite, de abóbora…Tanta coisa que eu nem mais lembro, mas eu gosto da folia, vou no brinquedo grandão – e apontou um dos infláveis enormes que as duas alugaram.

Houve anos que choveu. Se alguém pensa por causa da chuva não teve festa, ledo engano. As crianças se divertiram mais ainda. As tendinhas de comida foram para as garagens. A garotada se molhava como nunca de felicidade. E, é claro,  muita água. Mas nada que uma corridinha não secasse imediatamente. Loucura?

– Não, folia e festa – como diz a menininha.

E vão chegando os adultos para viver a imensa  alegria. Afinal, todos se tornam  crianças nesta festa. A Kátia se emocionava ao falar, sem parar:

– Sinto a presença de Deus e Nossa Senhora muito forte em minha vida. Acontecem milhares quando partilhamos nosso tempo, nossos bens. O sorriso estampado no olhar das crianças não tem preço. Benção sobre benção.

Ficamos emocionados. O mérito dessas senhoras tão dedicadas é sua própria doação. A festa acontece porque suas autoras não se incomodam de trabalhar, pedir doação, preparar os quitutes e eternizar a alegria da garotada.

São bonitas estas atitudes. Trabalhar para que as crianças, no dia de Nossa Senhora Aparecida, tenham uma festa maravilhosa. Elas ensinam a rezar e a brincar. É uma festa para os olhos. Somente podemos agradecer a Deus porque nunca faltam pessoas maravilhosas em nossos caminhos. Quem sabe, apareçam outras almas bondosas, para fazer esta festa em outros bairros. A ideia está lançada. Vamos multiplicar as sementes.

 

Pe. Antônio S. Bogaz (orionita), doutor em Filosofia, Liturgia e Sacramentos e

Teologia Sistemática - Cristologia

Prof. João H. Hansen, doutor em Literatura Portuguesa e

Ciência da Religião e Pós-doutor em antropologia

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