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TROCA DE PRESENTES

TROCA DE PRESENTES

DESEJO DE ALEGRAR OS AMIGOS

 

 

Festas natalinas, final de ano, presentes aos borbotões. É quase um hábito as compras de presentes, mesmo que neste ano, foram mais lembrancinhas que presentes de verdade. Mas como se diz, o que vale é a intenção: "é simples, mas é dado com amor".

E foi desta vez como todos os anos. Assim que, neste início de ano, como vimos nas manchetes,  todos acabam trocando os presentes que ganharam. Neste cenário, acontecem as coisas mais estranhas. Abrir os presentes são verdadeiras surpresas. Boas e nem sempre boas.  Por exemplo, um amigo muito conservador ganhou um chapéu de cowboy. Veja o que aconteceu com uma família conhecida. Foi muito engraçado.

- Foram vocês que nos  mandaram uma esta cesta café da manhã?

- Café da manhã?

- Sim, aqueles que vêm com a bandeja, cheio de pãezinhos, doces, salgados, geleia, tantas coisas. Uma delícia? Eu queria agradecer, fizemos a maior festa com o presente que vocês mandaram.

- Olha – o telefone estava em viva voz – temos que dizer que não fomos nós. Apenas mandamos um pequeno vaso de flores com um cartão - sentia-se constrangimento na voz.

- Mas veio um cartão de vocês na cesta de café.  Vou ler...

Leu, o cartão era nosso, mas a bandeja do café da manhã não era nosso presente. Ficamos algumas horas sem saber o que aconteceu.

Mais tarde nos ligam de novo:

- Ufa! Descobrimos o mistério. O cartão nosso era das flores, mas por algum motivo trocaram na portaria. Nos contaram que  a moça ficou com as flores e nós com o café.

- E agora? – perguntamos.

- Agora? Bem, ela disse que estava tudo bem. Disse mesmo que ficou feliz com as flores. Para nos agradar, talvez, disse que adora margaridas do campo.

Cada coisa que acontece na vida, meu Deus. Ainda bem que todos ficaram felizes ou pelo menos alguns mais do que outros. Se tivéssemos mandado uma cesta de café da manhã, por certo teriam gostado mais das flores, vai lá saber. Mas este foi um presente trocado mesmo. De fato, não foi um presente para ser trocado como quando tem defeito ou não está na medida. Que coisa!!!

Ficamos imaginando o que isto significaria. Fácil, muito fácil mesmo. Quando estamos felizes, não importa o que ganhamos, vale o sentimento, vale o gesto. Não importa se  é cesta de café ou um vaso de flor. O que vale  é a felicidade que nos  contagia e nos mais gratos à vida, eleva nossa autoestima.

O tempo não para. Passaram as festas. O novo ano está apenas começando, mas já está embalado. É o primeiro mês, mês de férias, pelo menos alguns dias. É o mês de iniciar um trabalho ou recomeçá-lo, carregar, como diz a garotada, as nossas forças. Tempo de bons propósitos; tempo de tentar ser feliz e produzir felicidade.

Todos merecemos um ano melhor, uma vez que os últimos meses as maracutaias dos políticos neblinaram nossas reportagens diárias. Foi mesmo um ano tão difícil politicamente, tão trágico na saúde, tão desesperador na ecologia e tão desastroso  no terrorismo e nos desencontros dos mundos.  Mesmo sendo fato isolado, foi terrível a notícia de um aviador que jogou um  avião contra a montanha. Sem dúvida alguma este ano tem que ser muito bom para compensar o anterior; só a esperança (ainda que parca) de jogar para fora do governo estes políticos desonrados, já é motivo para cultivar expectativas. Poucas, essa gente tem raízes profundas e honra superficial.

Quando nosso coração está de bem com o mundo, a gente agradece ainda mais a Deus. A Ele,  somente temos que agradecer. Afinal, mais uma vez estamos juntos com  nossas famílias e amigos. Certo, perdemos alguns amigos, mas, infelizmente é nossa trajetória. Como diz o Beto Guedes: "muitos se perderam pelo caminho, mesmo assim, vale a pena fazer uma nova canção".  

Mas vamos começar o ano feliz, mesmo que troquem nosso vaso pela cesta do café da manhã. Veremos  que nem tudo é ruim; a moça gostou das flores, a família do café e nós, de estarmos aqui mais um ano, que alegria. Aprendemos que valem os afetos e os presentes são dádivas, como diz a Leila Marrach, que desvelam sentimentos mais profundos.

Aprendemos a fugir da lógica  do mercado que  confunde  comércio com sentimento, Papai Noel com o Menino Jesus. Aprendemos que o essencial habita no coração e o maior presente para o coração é a força da amizade.

 

 

Pe. Antônio S. Bogaz (orionita), doutor em Filosofia, Liturgia e Sacramentos e

Teologia Sistemática - Cristologia

Prof. João H. Hansen, doutor em Literatura Portuguesa e

Ciência da Religião e Pós-doutor em antropologia

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