APELO MISSIONÁRIO
Roma, 2 de fevereiro de 2012
Festa da apresentação de Jesus no templo e
festa da Vida consagrada
Caríssimos Confrades Filhos da Divina Providência
Deo gratias!
A Congregação realizou um Congresso missionário em Ariccia (Roma), entre os
dias 20-23 de novembro de 2011. O Congresso teve como tema “Todos em
missão. Como o Pai me enviou também eu vos envio” e elaborou o
projeto missionário para o próximo sexênio.
O XIII Capítulo Geral indicou a "corresponsabilidade" como
palavra chave para os novos rumos da Congregação (XCG13 n.143-144)”.
Corresponsabilidade significa comunhão e colaboração de todos
os Religiosos e de todas as Províncias para sustentar o impulso missionário que
estamos vivendo em alguns Países e a consolidação missionária que se faz
necessária em outros.
Para atuar a corresponsabilidade missionária temos necessidade de religiosos
disponíveis a deixar o próprio País para ir às novas fronteiras do Evangelho e
da Caridade abertas pela Congregação.
QUEM SE SENTE CHAMADO?
Segundo uma tradição iniciada por Dom Orione, faço
a todos os religiosos um APELO MISSIONÁRIO.
Em nome de Dom Orione, como irmão e pai da
Congregação, faço apelo a cada Orionino de qualquer idade, que deseje
colocar-se à disposição para "partir" para as missões: me escreva uma
carta pessoal manifestando o próprio desejo e a disponibilidade, indicando, se
considerar oportuno, também o País de preferência.
Este apelo de 2012 atualiza os "apelos
missionários" de Dom Orione.
No dia 3 de março de 1914, após o início da missão no Brasil, ele se dirigia
aos clérigos ainda em formação:
“Preciso de filhos santos! A missão promete muito; mas preciso de santos!
Quantas vezes, nos dias passados, pensei em vós, ó meus caros filhos! E vos fiz
passar um a um, para ver quem poderia mandar!
Ao menos algum de vós precisará que eu o encontre e o mande logo; mas preciso
de santos! Pouco me importa que sejais poucos, melhor assim que aprendereis
logo a língua, mas preciso que quem vá, leve a santidade. Quem se sente
chamado?
Eis ó meus Caros, o tempo de mostrar o vosso verdadeiro
amor a Deus: a vossa verdadeira devoção a Maria Santíssima: o vosso afeto
sincero, terno e de verdadeiros filhos à nossa amada Congregação que é, depois
da Santa Igreja de Roma, a nossa verdadeira mãe moral!” (Scritti 2, 76-78).
Enquanto se encontrava na Argentina, aos 2 de
agosto de 1935, escreve:
“Preciso de gente: quando penso em vós, eu vejo todos um a um, e vou
procurando no meio de vós e quase chamando-vos pelo nome, para que venhais a
ajudar-me a propagar a congregação em meio a estes povos que têm grande
necessidade de sacerdotes, que sejam cheios do amor de Deus e das almas e
dispostos a sacrificar-se junto com Nosso Senhor, para dar a vida de fé ou
fazê-la crescer no meio do povo”. (Lettere II, 237).
VALOR DO APELO
Este "apelo missionário", caros
confrades, é um dom de Deus. é uma passagem do Senhor sobre a margem onde já
estamos pescando para dizer-nos "duc in altum", "avancem para
águas mais profundas". é o convite do mestre a "lançar as
redes". "Quem encontrou realmente Cristo, não pode guardá-lo só para
si, deve anunciá-lo"(Novo Millennio Ineunte, 40).
Que sentido tem responder ao apelo missionário?
De per se, todos nós já expressamos com o voto de obediência a disponibilidade
a andar em qualquer lugar que nos for solicitado. O gesto, livre e atual,
de oferecer hoje a própria disponibilidade em partir para as missões,
explicita a obediência e encerra um grande valor moral.
A resposta ao apelo missionário é um ato de generosidade perante Deus. O pedido
de partir para as missões, só pelo fato de ser apresentado, já faz bem à alma e
confere um tom apostólico à atividade à qual a Providência nos chamou.
A Família orionina cresce pela Graça de Deus e pela generosidade dos seus filhos.
Também quem já tinha escrito no passado, renove a sua oferta para as missões. E
penso em particular aos novos religiosos: é bom manter os horizontes abertos e
a possibilidade de oferecer-se para empresas que encontram em Cristo e no bem
das Almas as únicas motivações e satisfações.
Ao pedido não corresponde necessariamente o envio
em missão. Por tantas razões, não poderão ir em missão todos aqueles que
pedirem. Os superiores deverão em seguida avaliar, decidir e programar com
prudência. deve-se considerar também as exigências da missão na própria pátria,
"missio ad intra" ou "nova evangelização", recordando que a
"missionariedade ad intra é sinal de credibilidade e estímulo para a
missão ad extra, e vice-versa" (Redemptoris missio 34).
"Todos em missão"!, portanto, na pátria ou em outros
países distantes. Os missionários ad gentes elevam o
impulso missionário de toda a Congregação. Os poucos que partirem "ad
gentes" estimularão a paixão apostólica dos muitos que deverão empregar o
próprio entusiamo para inventar a "nova evangelização" e as
"novas respostas" na pátria, onde se encontram.
Confio este "Apelo missionário" a Nossa
Senhora, Mãe da Divina Providência e padroeira especial dos missionários e das
nossas missões. Dom Orione viu o seu grande manto azul que "se alargava, a
ponto de não se poder distinguir mais os confins", "que cobria tudo e
todos até o horizonte", "jovens de diversas raças, cujo número se
multiplicava de maneira extraordinária... Nossa Senhora se voltou para mim,
indicando-os" (Scritti 45, 60).
A nossa Congregação, desde os tempos de Dom Orione,
não deu trégua e hoje se encontra em 32 nações, empenhada em alargar o manto
materno da Igreja a novos horizontes.
Invoco sobre todos vos a bênção do Senhor e o
auxílio paterno de Dom Orione.
Dom Flavio Peloso FDP
(superior geral)
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